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Começo por vos dar os parabéns pelo excelente site. Chamo-me Mário Borges Coelho tenho 38 anos e uma vida rica de acontecimentos que me ensinaram a valorizar questões muito importantes como a da deficiência motora e todas as suas consequências e envolventes sociais.

Resumindo o mais possível a minha vida, entrei com 18 anos para a Força Aérea onde me tornei piloto aviador chegando a ser piloto de caça e mais tarde instrutor de voo. Em 1994, tive um acidente de viação começando aí um longo, mas enriquecedor, calvário contando neste momento com 23 cirurgias. Como consequência mais grave tive um esfacelo grave da perna esquerda que já esteve para ser amputada por diversas vezes. Em 1998 e como consequência da minha irrequieta maneira de ser, matriculei-me num mestrado, naquela que terá sido uma das decisões mais acertadas da minha vida. Nesse mesmo ano, e com uma sorte incrível (pois fazia 30 anos em Maio desse ano) consegui concorrer e ser admitido na então denominada “Ana” para o curso de controlador de tráfego aéreo. Assim, para abreviar e passar à questão que lhe gostaria de colocar, hoje exerço funções como supervisor na torre de controle do aeroporto do Porto, sendo controlador de tráfego aéreo radar e de aeródromo nesse mesmo aeroporto.

Acontece que, apesar de ter passado os últimos seis anos bastante bem (não fiz nenhuma cirurgia neste período) o certo é que em Janeiro deste ano comecei a ter graves problemas na perna acabando por ter que ser submetido a uma cirurgia no passado dia 22 de Junho.

A questão que eu pretendo colocar é a seguinte:

Sendo efectivo na torre de controle do aeroporto do porto, onde exerço a minha actividade profissional, quais são as obrigações da entidade patronal, sabendo que o edifício não tem condições de acesso para uma cadeira de rodas?

Para completar os dados devo mencionar que á data da entrada na empresa já era deficiente motor (com 82%) e que neste período que mediou a minha entrada na empresa até à última cirurgia, consegui deslocar-me com muletas, bengala ou até (nos melhores momentos) sem ajudas à locomoção.

Desde já agradecido pela sua atenção ao meu texto, na expectativa de uma resposta e com os meus melhores cumprimentos.

 

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  Por: Mário Borges Coelho
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