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Estive em Moçambique e achei que havia algumas situações que devia comentar.
E assim decidi tornar-me colaboradora do Euroacessibilidade.com.
Porque há que reflectir sobre a acessibilidade num país do 3º mundo…
Quero então, indicar algumas inacessibilidades e acreditar que lentamente possamos melhorar as condições de todos os cidadãos de todos os Países do mundo.
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Numa das principais ruas de Moçambique, uma rua transversal à Rua Julius Nyerere, podemos ver que não existem passadeiras. As que existem são poucas, mas ninguém respeita tal coisa – a condução é muito agressiva e feita à toa. Os veículos muito inseguros e superlotados.
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Rampear não é coisa em que se pense numa terra em que os passeios estão muito degradados. Ninguém se lembrará das dificuldades dos cegos: as ruas têm imensos buracos (alguns mesmo muito fundos), há saneamentos abertos e sem tampas. Mesmo assim, nem tudo estará perdido. O colonialismo deixou ruas e passeios largos em “Lourenço Marques”. Se Maputo vier a reconstruir-se há, nestas ruas, uma boa base para criar uma cidade acessível e com qualidade de vida.
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Nessas ruas de Maputo, vende-se tudo nos largos passeios principalmente artesanato de diversos tipos (como os cestos ou as estátuas de madeira) e bens vindos das culturas (fruta, flores)… Os passeios estão parcialmente ocupados por vendas e quiosques
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Nas zonas à beira da praia
existem passeios, não tão largos, quando dão acesso a bares como este, para brancos ou negros com possibilidades de compra. Mais à frente, junto à praia, já não encontramos o mesmo cenário…
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… junto ao mercado do peixe, mercado onde vão diariamente muitos moçambicanos, vemos os passeios que (não) existem. É o habitual nos espaços daqueles que vivem em Maputo-palhota, (que sobrevivem dos seus trabalhos na terra / artesanato e dos seus negócios de rua) e que são o original povo de Moçambique. |
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