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Sou frequentadora do metropolitano de Lisboa há aproximadamente
16 anos e só agora e por solicitação de um grande
amigo me apercebi da realidade vivida pelos deficientes motores.
Após uma breve análise sobre o metro de Lisboa só me
resta concluir que este meio de transporte não foi pensado
para satisfazer as necessidades dos deficientes motores, que se têm
que deslocar de cadeira de rodas, mas sim as das pessoas “ ditas
normais “. Se não vejamos:
Ao longo de todos estes anos só vi um deficiente motor, de cadeira de
rodas, neste meio de transporte. Porque será?
O metropolitano de Lisboa, com as suas quatro linhas e em mais de trinta e
cinco estações só cerca de meia dúzia destas é que
possuem elevadores susceptíveis de comportar os deficientes motores.
Torna-se, no entanto, importante realçar que mesmo estas poucas excepções
só existem em novas estações, tais como: Pontinha, Carnide,
Marquês de Pombal ( só na linha amarela ), Alameda e Oriente.
E para agravar esta situação acresce o facto dos referidos elevadores
estarem frequentemente avariados.
No que diz respeito à sinalização dos elevadores é praticamente
inexistente. Realço, contudo, como um aspecto positivo na nova estação
da Pontinha a indicação de passagem para utentes de cadeiras
de rodas nas máquinas de obliteração de bilhetes.
Em conclusão, este meio de transporte é praticamente inacessível
para deficientes motores que se deslocam de cadeira de rodas. Pois este meio
de transporte, assim como outros há uns anos atrás, não
foi pensado para utentes com deficiência motora. Hoje, em algumas estações
de metro, apesar de poucas, nota-se alguma preocupação, apesar
de manifestamente insuficiente, em alargar a utilização deste
meio de transporte a outras pessoas ditas “não normais”,
como é o caso, também, dos deficientes visuais. Contudo, há ainda
muito a fazer... Um longo caminho a percorrer .... Haja vontade do homem...
Esperamos, assim, veementemente que as novas estações em construção
tenham estruturas para poderem ser utilizadas por todos os seres humanos e
não só pelas pessoas “ditas normais”...
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