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Metro Mondego prepara sistema de informação
inovador em Coimbra
Informação "personalizada" na
máquina de validação de bilhetes
Um invisual que queira saber o percurso que deve fazer até determinado
sítio vai passar a poder ouvir a resposta na máquina de
validação do bilhete do futuro metropolitano ligeiro de
superfície de Coimbra. Ou ainda, para as pessoas que se desloquem,
por exemplo, em cadeiras de rodas, o sistema de informação,
que já está a ser desenvolvido pela Metro Mondego, vai possibilitar
que a pessoa saiba se a rua onde vai sair é inclinada ou não.
Se for, pode, através do telemóvel, do computador ou através
da própria máquina de validação, escolher
outra paragem.
E a rua pode até nem ser íngreme, mas se as pessoas portadoras
de deficiências motoras preferirem ficar à porta de casa,
o sistema de informação, que foi
ontem apresentado à imprensa, inclui dados sobre a proximidade
de praças de táxis nas paragens do futuro metro. E não
é ficção científica, é simplesmente
a
utilização das novas tecnologias: "Esta é muito
diferente das outras", afirmou Paula Trigueiros, engenheira da empresa
Ideógrafo, durante a apresentação do
projecto.
Para além desta investigadora e do arquitecto João Redondo,
da mesma empresa, a Metro Mondego escolheu ainda como parceiro o Núcleo
Regional do Centro da Associação Portuguesa de Paralisia
Cerebral. O presidente do Conselho de Administração da Metro
Mondego, José Mariz, realçou o facto da Metro Mondego "lançar
este projecto com três anos e meio de antecedência".
Isto, numa altura em que o projecto ainda corre o risco de ser inviabilizado
pela Câmara Municipal da Lousã, que se recusa a aceitar que
a ligação não chegue até Serpins. Mas, apesar
disso também, o concurso público internacional já
foi lançado, em Fevereiro.
Ainda na sessão de apresentação do projecto, denominado
"Mondego - Informação em Movimento (MIMO), Paula Trigueiros
explicou que "toda a filosofia do trabalho" que está
a ser desenvolvido "se baseia no design inclusivo": "Se
conseguirmos resolver o problema de quem não vê, conseguiremos
resolver os problemas de todos", exemplificou a engenheira.
Assim, o projecto vai ser pensado tendo em conta necessidades especiais,
que podem ir desde o analfabetismo às deficiências físicas,
passando pela atenção
requerida pelos idosos e ainda turistas que desconheçam a cidade
e a língua.
Desta forma, vão ser traçados diversos "perfis",
dos quais as pessoas escolherão um quando adquirirem o bilhete
que, por sua vez, incluirá um chip que acciona os mecanismos adequados
às necessidades em causa.
"Que percurso fazer?"; "Haverá avarias na linha?";
"Quanto custa?"; "Quantas paragens faltam?"; "Qual
a saída para a rua?"; "Posso sair em cadeira de rodas?"
são apenas algumas das perguntas pensadas para o projecto. As respostas
podem ser obtidas antes, durante ou depois da viagem, através da
Internet, do telemóvel, da máquina de validação,
de quiosques e de outros sistemas que serão introduzidos nos comboios.
Fonte: Jornal Público
Data: 31/03/2005
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