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INFORMAÇÃO
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Deficientes Propõem Criação
de Comissões para Fiscalizar Eliminação de Barreiras
A Associação Portuguesa de Deficientes (APD) vai hoje propor a criação de comissões independentes para fiscalizar a eliminação das barreiras arquitectónicas,durante uma conferência de imprensa que decorrerá na sua sede, em Lisboa. A sugestão acontece três dias depois de ter terminado o prazo para que todos os edifícios abertos ao público garantam o acesso aos cidadão com mobilidade condicionada, sem que a meta tenha sido alcançada. O período de sete anos que o decreto-lei 123/97 determinou acabou
na passada sexta-feira, mas ainda há muitos edifícios que
não respeitam as exigências A ausência de um órgão fiscalizador foi uma das falhas
apontadas pela APD para justificar o insucesso do diploma, o que explica
a nova proposta. "É muito A Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN) deveria ter ficado responsável pela fiscalização do diploma, mas uma alteração de última hora passou a atribuir a competência apenas "às entidades licenciadoras", ou seja, as câmaras municipais. No entanto, como os edifícios públicos estão isentos de licenciamento, não são abrangidos pela fiscalização. Por outro lado, as câmaras são responsáveis pelo licenciamento dos projectos que, por vezes, violam a lei e, por isso, não têm o distanciamento necessário para aplicar as coimas previstas. "O Estado não pode fiscalizar-se a si próprio, por
isso, defendemos a participação de outras organizações
nas comissões", refere Humberto Santos. A APD O aumento do valor das coimas previstas (actualmente entre 250 euros
e 10.000 euros), a criação de um fundo público para
o qual reverta parte do valor das multas, a aplicação das
sanções disciplinares aos funcionários da administração
pública que não participem infracções que
conhecem e a impossibilidade Fonte: Jornal Público |