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INFORMAÇÃO
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Ensino especial à espera
No documento, da autoria de Sofia Reis, Filomena Pereira e Leonor Moniz Pereira reconhece-se a "urgência" da revisão da legislação em vigor, já que o actual "quadro regulamentar" está "desactualizado" e "responde com pouca eficácia aos desafios do aprofundamento da integração". Defendendo a necessidade de fixar "metas a curto, médio e longo prazo", o relatório apela a "uma avaliação qualitativa periódica ao conjunto dos apoios para as NEE" e sugere que o Plano Educativo Individual seja revisto, "de preferência anualmente". Para reduzir a "enorme carência" de software educativo especializado, em língua portuguesa, o ME propõe a criação de acordos com universidades e empresas". A distribuição electrónica de material específico, como livros em Braille, a partir de um único ponto do país, é uma das hipóteses sugeridas quanto à adaptação dos manuais. Como rectaguarda aos instrumentos já existentes, propõe-se a criação de "centros especializados" que "à distância ou presencialmente" procedam à supervisão e explicação de estratégias na área das NEE. Nestes centros estaria integrado um "hospital escolar", onde alunos finalistas fariam o seu trabalho junto destes jovens. A "Provedoria das NEE" teria a função de "arbitrar conflitos entre os intervenientes" no processo e garantir que pais e alunos conheçam as alternativas do sistema. Entre as NEE, é o domínio cognitivo que tem maior prevalência, atingindo 9,3 em cada mil alunos. Em 2003/2004, 6412 docentes foram destacados para dar apoio a 49 380 alunos com NEE, nas escolas da rede pública. As 49 CERCIS, 40 associações e 33 IPSS receberam 2970 alunos, apoiados por 642 professores. Um sistema que implicou um investimento de quase 206 milhões de euros do ME. O relatório defende a relação entre financiamento das instituições e objectivos e resultados obtidos. Embora destacando as vantagens de um sistema descentralizado - existente nos países nórdicos - em que a responsabilidade da gestão do apoio aos alunos com NEE é remetida para os municípios, o estudo não é claro quanto ao rumo a seguir em Portugal. Fonte: Diario de Noticias |