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Ministério promove utilização
do Linux Caixa Mágica para a justiça
O secretário de Estado da Justiça, João
Tiago Silveira, anunciou esta manhã o apoio do Ministério
da Justiça ao desenvolvimento de uma versão do Linux
Caixa Mágica para a justiça. O projecto insere-se nas
iniciativas de desburocratização da justiça e da
desmaterialização dos processos em tribunal, desenvolvidas
no Ministério, e ainda do apoio ao desenvolvimento do software
de qualidade em português, explicou ao TeK João Tiago Silveira.
O anúncio foi feito no III Encontro Nacional sobre
Tecnologia Aberta, que decorreu no Forum Lisboa, onde foi igualmente
anunciada a disponibilização
da nova versão do Caixa Mágica, o Desktop 10 Pro, que
chega hoje às lojas.
O secretário de Estado afirmou ao TeK que o objectivo
deste apoio ao desenvolvimento de uma versão específica
para a justiça é utilizar o software aberto nos serviços
do Ministério e organismos dependentes mas também obter
um produto facilitador do acesso para quem trabalha todos os dias com
a justiça, nomeadamente os advogados.
Questionado quanto à possibilidade de apoiar o
desenvolvimento de um projecto específico para a justiça
na área do software proprietário, João Tiago Silveira
afirmou que o Ministério da Justiça tem de ter preocupações
de racionalização das despesas e gestão de recursos.
"Não temos de ter para todas as opções decisões
de duplicação", sublinhou.
O secretário de Estado frisou ainda o facto do
Linux Caixa Mágica trazer vantagens na gestão racional
das aplicações e dos dinheiros públicos, para além
da sua adaptabilidade, benefícios normalmente apontados ao software
aberto.
Para o desenvolvimento de uma versão do Linux Caixa
Mágica para a justiça o ministério está
a colaborar com a ADETTI (Associação para o Desenvolvimento
das Tecnologias e Técnicas de Informática) de onde partiu
o projecto Caixa Mágica, e o Instituto Superior de Ciências
do Trabalho e da Empresa. Estas duas instituições vão
assegurar os desenvolvimentos futuros, bem como o suporte técnico
e a formação necessária dentro dos diversos organizamos
ligados ao Ministério da Justiça.
As adaptações ao Caixa Mágica vão
facilitar sobretudo a comunicação entre os vários
intervenientes dos processos na justiça e fazem parte de um plano
mais vasto de apoio ao software português de qualidade, já
previsto no Programa do Governo.
Sem adiantar grandes calendarizações para
o projecto, João Tiago Silveira adiantou que se pretende que
até ao final do ano o Linux Caixa Mágica esteja
já adaptado às necessidades da justiça. Quanto
ao projecto de desmaterialização dos processos, o calendário
do Ministério aponta para que esteja completo no espaço
de quatro anos, mas antes disso o ministério deverá ter
os seus processos internos desmaterializados.
João Tiago Silveira afirmou ainda que este apoio
ao desenvolvimento de software aberto para a justiça não
se esgota no acordo agora anunciado para
a Caixa Mágica, lançando um repto para as universidades
que queiram participar no desenvolvimento aplicacional e informatização
do Ministério da Justiça.
Fonte: TEK
Data: 14/04/2005
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TSF fez emissão de rádio adaptada para
surdos
ABERTURA DA FEIRA DAS CAPACIDADES NA MOITA
Pela primeira vez no mundo, um relato radiofónico de futebol
foi ontem acessível a surdos, através de uma emissão
transmitida pela Internet em linguagem gestual.
Tratou-se do maior desafio das 14 horas de emissão que a TSF-
Rádio Jornal promoveu, para assinalar a abertura da I Feira das
Capacidades-Feira de Ajudas Técnicas, Tecnologias de Apoio e
Acessibilidades, que decorre ate domingo, no Pavilhão de Exposições
da Moita.
Ao locutor que, em estúdio, fazia o relato, não foi feita
qualquer recomendação quanto ao ritmo ou conteúdo
do discurso. "O desafio é precisamente esse", disse
ao PÚBLICO José Fragoso. "Este é o conteúdo
radiofónico mais complexo e para os intérpretes é
muito interessante conseguir passar esta mensagem , explicou o director
da TSF, acrescentando que "a experiência tem tanto mais sucesso
quanto menos alterações de conteúdo forem necessárias".
A emissão, que começou às 8h da manhã, foi
acompanhada por seis intérpretes num estúdio de gravação
instalado na sede da Unidade de Missão Inovação
e Conhecimento (UMIC), e que a traduziram para ser transmitida na "janela
da Internet, no site www.capacidades.org.pt.
Os primeiros minutos foram de afinação das tecnologias,
porque o número de acessos excedeu as expectativas. "Pelas
10 horas, a emissão estava estável e a decorrer normalmente",
conta Jorge Fernandes, da Unidade de Missão, Inovação
e Conhecimento, o organismo da Ministério da Ciência de
onde partiu a ideia de fazer uma emissão de rádio para
surdos no âmbito da Feira das Capacidades.
Experiências idênticas já tiveram lugar noutros países
da Europa e no Brasil, sendo que Portugal quis ir mais longe com a inclusão,
pioneira, do relato de futebol.
"Escolhemos a TSF porque quisemos destacar a componente informativa
do projecto", explica Jorge Fernandes. Pela parte da rádio,
comprova José Fragoso, a disponibilidade foi total. "Conseguirmos
demonstrar que aquela barreira comunicacional que achávamos inultrapassável
é, afinal, transponível através da tecnologia,
é uma experiência interessante a que não podíamos
ficar alheios".
Vir a disponibilizar no site da TSF os noticiários, entrevistas
e debates àqueles que, até agora, não faziam parte
do auditório da rádio, é uma ideia a considerar.
"Depende mais das tecnologia" que dos produtores de conteúdos",
afirma José Fragoso.
Apesar de a ferramenta utilizada ser "perfeitamente trivial",
disse Jorge Fernandes, ainda há questões de largura de
banda a melhorar. "Sabemos que a emissão não chegou
nas mesmas condições a todas as zonas do país",
conta o responsável da UMIC.
Mas ambos sabem que a investigação neste domínio
avança a passos largos e que o acesso à informação
tem de ser igual para todos os cidadãos.
"Até nos telemóveis podemos vir a disponibilizar
a nossa informação para surdos", congratula-se o
director da TSF.
As capacidades instaladas
No mesmo site onde foi possível ouvir e ver a emissão
de rádio, os cibernautas podem, até domingo, aceder a
imagens em tempo real do pavilhão onde decorre a Feira das Capacidades,
um evento para "divulgação das principais inovações
tecnológicas para apoio a pessoas com deficiência",
disse o presidente da Câmara da Moita, João Lobo.
Estão representadas meia centena de empresas, entidades governamentais
e instituições vocacionadas para esta área, que
pretendem demonstrar que as soluções e ferramentas tecnológicas
existem. Faltam, reconheceu Cristina Louro, do Secretariado Nacional
para a Reabilitação e Integração das Pessoas
com Deficiência, incentivos financeiros suficientes para a sua
aquisição. "Nunca digo que o que temos é suficiente,
mas é um bom princípio", afirmou.
Na maioria dos casos, relatou ao PÚBLICO Rui Fontes, gerente
da Tiflotecnia (uma das empresas representadas na feira que vende ferramentas
informáticas para invisuais), "os deficientes têm
de esperar dois ou três anos para receberem o financiamento dos
materiais que adquirem". Cristina Louro admite que a espera seja,
por vezes, longa, mas frisa a existência de diversos programas
de apoio ao desenvolvimento da tecnologia.
O evento conta ainda com a presença de figuras públicas
da televisão, como Bárbara Guimarães, Rodrigo Guedes
de Carvalho, José Alberto Carvalho e Margarida Pinto Correia,
entre outras, que participam nos vários debates agendados.
Fonte: Jornal Público
Data: 08/04/2005
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UMIC e POS_Conhecimento transitam para tutela de Mariano
Gago
O Conselho de Ministros aprovou hoje a Lei Orgânica do Governo,
onde se determina a mudança da tutela da UMIC - Agência para
a Sociedade do Conhecimento e do Gabinete de Gestão do programa
POS_Conhecimento para o Ministério da Ciência, Tecnologia
e Ensino Superior (MCTES).
Recorde-se que a UMIC foi inicialmente concebida como Unidade de Missão
pelo anterior Governo PSD, reportando ao antigo Ministro da Presidência.
O objectivo era manter a UMIC o mais próximo possível do
Primeiro-Ministro, visto que esta era uma unidade transversal aos vários
ministérios, coordenando as diferentes políticas de cada
um para a Sociedade da Informação.
Já no início deste ano, a UMIC assumiu nova personalidade
jurídica transformando-se em Agência para a Sociedade do
Conhecimento e mantendo Diogo Vasconcelos, antigo gestor da Unidade de
Missão Inovação e Conhecimento, como director interino
(ver Notícias Relacionadas).
O Gabinete de Gestão do POS_Conhecimento - o programa operacional
que herdou e alargou competências do antigo POSI - estava, por sua
vez, sob alçada da Agência para a Sociedade do Conhecimento.
Caberá agora ao actual Governo mandatar os novos quadros da UMIC.
O TeK tentou contactar o MCTES para saber se já estão previstas
alterações estruturais a esse nível, mas tal não
foi possível até à publicação deste
artigo. Também não foi possível obter de Diogo Vasconcelos
um comentário, visto que o responsável da UMIC se encontra
fora do país, em representação da Agência.
Pretendendo instalar uma estrutura governativa adequada ao cumprimento
do Programa do Governo, a Lei Orgânica hoje aprovada determina ainda
a criação da Unidade de Coordenação do Plano
Tecnológico, que ficará sob a alçada do Ministério
da Economia e da Inovação.
Fonte: TEK
Data: 31/03/2005
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Metro Mondego prepara sistema de informação
inovador em Coimbra
Informação "personalizada" na
máquina de validação de bilhetes
Um invisual que queira saber o percurso que deve fazer até determinado
sítio vai passar a poder ouvir a resposta na máquina de
validação do bilhete do futuro metropolitano ligeiro de
superfície de Coimbra. Ou ainda, para as pessoas que se desloquem,
por exemplo, em cadeiras de rodas, o sistema de informação,
que já está a ser desenvolvido pela Metro Mondego, vai possibilitar
que a pessoa saiba se a rua onde vai sair é inclinada ou não.
Se for, pode, através do telemóvel, do computador ou através
da própria máquina de validação, escolher
outra paragem.
E a rua pode até nem ser íngreme, mas se as pessoas portadoras
de deficiências motoras preferirem ficar à porta de casa,
o sistema de informação, que foi
ontem apresentado à imprensa, inclui dados sobre a proximidade
de praças de táxis nas paragens do futuro metro. E não
é ficção científica, é simplesmente
a
utilização das novas tecnologias: "Esta é muito
diferente das outras", afirmou Paula Trigueiros, engenheira da empresa
Ideógrafo, durante a apresentação do
projecto.
Para além desta investigadora e do arquitecto João Redondo,
da mesma empresa, a Metro Mondego escolheu ainda como parceiro o Núcleo
Regional do Centro da Associação Portuguesa de Paralisia
Cerebral. O presidente do Conselho de Administração da Metro
Mondego, José Mariz, realçou o facto da Metro Mondego "lançar
este projecto com três anos e meio de antecedência".
Isto, numa altura em que o projecto ainda corre o risco de ser inviabilizado
pela Câmara Municipal da Lousã, que se recusa a aceitar que
a ligação não chegue até Serpins. Mas, apesar
disso também, o concurso público internacional já
foi lançado, em Fevereiro.
Ainda na sessão de apresentação do projecto, denominado
"Mondego - Informação em Movimento (MIMO), Paula Trigueiros
explicou que "toda a filosofia do trabalho" que está
a ser desenvolvido "se baseia no design inclusivo": "Se
conseguirmos resolver o problema de quem não vê, conseguiremos
resolver os problemas de todos", exemplificou a engenheira.
Assim, o projecto vai ser pensado tendo em conta necessidades especiais,
que podem ir desde o analfabetismo às deficiências físicas,
passando pela atenção
requerida pelos idosos e ainda turistas que desconheçam a cidade
e a língua.
Desta forma, vão ser traçados diversos "perfis",
dos quais as pessoas escolherão um quando adquirirem o bilhete
que, por sua vez, incluirá um chip que acciona os mecanismos adequados
às necessidades em causa.
"Que percurso fazer?"; "Haverá avarias na linha?";
"Quanto custa?"; "Quantas paragens faltam?"; "Qual
a saída para a rua?"; "Posso sair em cadeira de rodas?"
são apenas algumas das perguntas pensadas para o projecto. As respostas
podem ser obtidas antes, durante ou depois da viagem, através da
Internet, do telemóvel, da máquina de validação,
de quiosques e de outros sistemas que serão introduzidos nos comboios.
Fonte: Jornal Público
Data: 31/03/2005
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