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Três mini-autocarros para transporte de cadeiras
de rodas
HF para pessoas com deficiência
A partir do dia 1 de Fevereiro, a Horários do Funchal
(HF) terá um serviço especialmente dedicado aos deficientes
motores. Três pequenos autocarros foram adaptados ao transporte
de pessoas que se desloquem em cadeiras de rodas. O serviço cobrirá
todo o concelho do Funchal. As viaturas foram ontem entregues pelo Governo,
num investimento que ascendeu a 214.659 euros.
A empresa continua a manter o propósito de adquirir autocarros
de piso rebaixado para as linhas regulares, que permitam acolher cadeiras
de rodas, disse o presidente da HF, no discurso feito na cerimónia
de entrega das três viaturas, onde esteve presente o presidente
do Governo e alguns membros do seu Executivo. Nuno Homem da Costa acrescentou
que isso implicará a necessidade de repensar a actual e futura
rede viária, "no sentido de tornar a mobilidade uma realidade
para todos".
Capacidade
Referindo-se às viaturas ontem entregues, o presidente da HF disse
que foram adquiridos dois autocarros tipo micro e um tipo mini.
Os dois primeiros têm capacidade para transportar 14 passageiros
sentados em cadeiras normais ou nove sentados e três em cadeiras
de rodas.
O "mini" tem capacidade para 25 passageiros. Pode ser transformado
de modo a transportar nove passageiros em cadeiras de rodas e um sentado
em cadeira normal.
Estes autocarros têm elevadores eléctricos para cadeiras
de rodas, aquecimento e ar condicionado.
Os autocarros em causa faziam parte dos objectivos da HF para 2004, no
sentido de garantir a igualdade de oportunidades a todos os cidadãos,
ajudando a integrar os que têm maior dificuldade de mobilidade,
acrescentou Nuno Homem da Costa.
Contar com todos
A tónica do discurso do presidente do Governo foi a de que todos,
incluindo os que apresentam alguma diferença, são importantes
para a sociedade. A esta compete garantir-lhes condições
para que se integrem no meio social.
Optando por não falar em deficiência (palavra de que não
gosta), Alberto João Jardim frisou que mesmo aqueles que têm
diferenças podem ser úteis aos que os rodeiam. A palavra
amiga, a disponibilidade para ouvir e o conselho que possam dar a familiares
e amigos são disso a prova, exemplificou.
Quanto aos madeirenses, Jardim considerou que o respeito ao próximo
e o amor e devoção aos que mais precisam são características
que têm de berço.
Fonte: Jornal da Madeira
Data: 31/01/2005
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BARREIRAS ARQUITECTÓNICAS ABULIDAS ATÉ
MAIO
Depois de cumpridas as disposições legais, os cidadãos
com deficiência ou limitações passam a ter a vida
menos dificultada
A comemoração do Dia da Pessoa com Deficiência, que
se assinalou recentemente, reveste-se de a importância particular
neste ano: 2003 é o Ano Europeu das Pessoas com Deficiência.
Por esta razão e porque mais do que nunca é importante falar,
sensibilizar e, sobretudo, agir para que a igualdade de direitos e a inclusão
social dos cidadãos com deficiência seja uma realidade, o
jornal Trevim aborda nesta edição o tema, falando com aqueles
que têm uma palavra a dizer e com os que têm algo a fazer.
Por imposição legal, todas as barreiras arquitectónicas
em edíficios públicos, equipamentos colectivos e vias públicas
terão de ser abolidas por forma a melhorar as condições
de acessibilidade às pessoas com mobilidade reduzida. Pelo decreto-lei
123/97, de 22 de Maio, torna-se obrigatória a adopção
de normas técnicas básicas que permitam, progressivamente
e até Maio do próximo ano, a eliminação de
todo o tipo de barreiras, nomeadamente urbanísticas e arquitectónicas,
de modo a que todos os cidadãos possam usufruir plenamente dos
direitos consagrados pela Declaração Universal dos Direitos
do Homem e, mais particularmente, pela Constituição Portuguesa.
Punir quem não cumpre
O âmbito de aplicação da lei sobre a abolição
das barreiras por forma a melhorar as condições de acessibilidade
é de carácter bastante amplo, dizendo respeito a todos os
edíficios públicos e equiparados, nomeadamente: repartições
públicas, correios, unidades hospitalares, estabelecimentos de
ensino, estações de transportes, bancos, seguradoras e estabelecimentos
similares, museus, salas de espectáculos, recintos desportivos,
espaços de lazer, locais de culto, parques de estacionamento, instalações
sanitárias e via pública.
Quem executar obras desrespeitando as normas técnicas constantes
no decreto-lei 123/97, terá de pagar coimas entre 250 euros e 2500
euros que podem elevar-se para 500 e 10000 euros caso se trate de pessoas
colectivas. A lei prevê que, em caso de manifesta gravidade da infracção
cometida, possam ser aplicadas sanções acessórias
de privação do direito a subsídios atribuídos
por entidades públicas ou serviços públicos.
Este diploma prevê ainda sanções disciplinares para
os funcionários e agentes da administração pública
central, regional, local ou serviços públicos e equiparados
que, ao abrigo das suas responsabilidades e competências publicas,
ignorem violações ao que figura na lei.
Esta e outra legislação sobre acessibilidade pode ser consultada
no site "www.euroacessibilidade.com", que o Trevim já
noticiou anteriormente, concebido por João Henriques, cidadão
portador de deficiência motora que tem lutado por melhorar as acessibilidades
no interior da vila da Lousã.
Com o fim do ano à vista , aproxima-se também o fim do período
de transição previsto para a aplicação da
lei. Maio de 2004 é a data limite, a partir da qual vigora a "tolerância
zero" cabendo à Direcção-Geral dos Edifícios
e Monumentos Nacionais e às entidades licenciadoras, onde se incluem
as autarquias, zelar pela aplicação da lei e punir os transgressores.
Fonte: Jornal Trevim
Data: 07/12/2003
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Prémio Engenheiro Jaime Filipe 2003
Um sistema de introdução de escrita para
pessoas portadoras de deficiências visuais recebeu o prémio
Engenheiro Jaime Filipe 2003 promovido pelo Instituto de Solidariedade
e Segurança Social.
Num caso concreto os utilizadores vão poder enviar e receber
mensagens escritas com a ajuda de um teclado Braille e de um sistema
de alta voz.
Em Portugal existem cerca de 160 mil pessoas deficientes visuais.
Os cegos e amblíopes têm já algumas facilidades
no que respeita à sua mobilidade mas em relação
às novas tecnologias ainda há um longo caminho a percorrer.
O uso dos telemóveis é uma das áreas onde os deficientes
visuais sentem mais dificuldades e enviar e receber mensagens escritas
é praticamente impossível, a não ser que existam
software e interfaces que facilitem a tarefa.
O professor Carlos Bastardo é invisual mas com a ajuda de um sistema
desenvolvido pelo Inesc já consegue enviar mensagens escritas para
telemóveis. A interface funciona num computador de bolso e com
a ajuda de um teclado Braille e de um sistema de alta voz Carlos Bastardo
consegue saber o que está a escrever.
O software baseia-se nos modelos de Markov, que permitem antecipar o caracter
ou palavra pretendido pelo utilizador.
Para estas pessoas é uma ajuda preciosa. Para Carlos Bastardo
este sistema permite enviar mensagens escritas mas também
organizar toda a agenda telefónica, uma operação
que era impossível até agora.
Pedro Branco e André Campos desenvolveram o sistema quando estavam
a trabalhar no projecto final de curso no Instituto Superior Técnico.
Dois anos depois estão a tentar levar a interface para ao mercado.
Os fabricantes de tecnologia foram os principais contactos para colocar
o sistema no mercado mas André Campos afirma que estamos
a tentar negociar um acordo com os operadores para disponibilizar este
software acoplado a um aparelho PDA que tenha preços acessíveis
e possa ser adquirido pela maioria das pessoas.
Mesmo com o sistema em fase de desenvolvimento os dois ex-alunos do Técnico
já pensam em futuras aplicações. Uma delas é
um sistema de navegação urbana por GPS.
Enquanto esta nova etapa ainda não está em funcionamento,
torna-se fundamental que a interface de introdução de escrita
amadureça e fique disponível no mercado para que os cidadãos
com necessidades especiais ao nível da visão possam usufruir
destas inovações tecnológicas. Esperemos agora que
este sistema fique disponível em português e não em
brasileiro como funciona agora no protótipo.
TEXTO: Fernando Paula
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CERTIC conduz estudos para promover Engenharia de Reabilitação
e Acessibilidade em Portugal
O Centro de Engenharia de Reabilitação em Tecnologias de
Informação e Comunicação (CERTIC) da Universidade
de Trás-os-Montes e Alto Douro vai
conduzir um conjunto de estudos nos próximos dois anos com o objectivo
de promover a Engenharia de Reabilitação e Acessibilidade
em Portugal.
Com as análises, o CERTIC pretenderá reflectir e avaliar
a evolução registada nos últimos 30 anos na área
da engenharia de reabilitação e de acessibilidade, mas também
apresentar algumas orientações "que conduzam a um salto
substancial do seu desenvolvimento em Portugal", refere-se num comunicado
enviado à imprensa.
Os estudos serão divulgados online, num site recentemente criado
para o efeito, disponível no endereço www.engenhariadereabilitacao.net,
que entretanto já se transformou no ponto de encontro da maioria
dos profissionais portugueses com formação em Engenharia
e experiência em Reabilitação e Acessibilidade para
Cidadãos com Necessidades Especiais.
Estes profissionais constituíram este mês um Grupo de Engenharia
de Reabilitação onde se discutem, entre outros assuntos,
a formação em engenharia de reabilitação e
a possibilidade de criação a curto prazo de uma associação
profissional no nosso país.
Com esta iniciativa, o CERTIC espera "dar um importante contributo
para a afirmação da Engenharia de Reabilitação
e de Acessibilidade", nomeadamente
ao nível da formação no ensino superior, na definição
de estratégias de investigação a nível nacional,
no exercício da profissão de Engenheiro de Reabilitação
e na forma de trabalhar em Reabilitação em Portugal, salienta-se
no comunicado.
Fonte: TEK
Data: 24/02/2005
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