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Nesta sociedade contemporânea em que cada vez mais as pessoas são forçadas a ser egoístas, devido à feroz concorrência, com o intuito de alcançar os seus objectivos profissionais leva algumas pessoas a usar a teoria de “não olhar a meios para alcançar os fins”.
Arrisco-me então a levantar a seguinte questão:
Será que temos que provar alguma coisa a alguém?
Mas nesta correria que é a vida, poderíamos ainda acrescentar: as comidas rápidas “fast-food”; a falta de descanso; o sedentarismo; um grande ritmo de trabalho durante a semana e fins-de-semana de excessos. Este poderá ser um retrato fiel das sociedades ocidentais que geralmente estão na essência da origem dos problemas de saúde dos cidadãos.
Estando, então, Portugal a querer entrar constantemente para os países mais desenvolvidos da Europa resta saber se ao crescer tanto e tão rápido quando entrou para a Comunidade Europeia estaremos, também, preparados para poder auxiliar todos os seus cidadãos com necessidades especiais que muitas vezes foram vítimas de negligências ou irresponsabilidades desta pressa de afirmação portuguesa!!! (…) Rapidamente descobrimos que não!!!
Quando se trata de uma deficiência motora grave que não permita condução de viatura própria o problema é gravíssimo porque são raros os transportes públicos que possuem acessibilidade. A dependência de terceiros é terrível e a solidão e o isolamento é impiedoso. Aí… Descobrimos que o mundo parou!!!
Agora falando na primeira pessoa – “É como se não existíssemos. O mundo é que passa pela gente e não nós pelo mundo.”
Como todos nós sabemos a falta de mobilidade é um dos grandes problemas das pessoas com deficiência motora mas para combatê-la actualmente existem equipamentos capazes de fazer curtas ou médias distâncias para as actividades diárias, como trabalhar e lazer. Estes equipamentos permitem uma plena autonomia e uma perfeita mobilidade embora todos eles ainda careçam de mais desenvolvimento técnico.
Em Portugal estes equipamentos são raros, mal divulgados e extremamente caros para a carteira de qualquer português, chegando a levantar as seguintes perguntas:
Será que o Estado português não quer divulgar estes veículos para não ter de os comparticipar?
Será uma fórmula inteligente de diminuir a despesa pública nos cidadãos mais fragilizados?
A resposta parece-me óbvia…
Quovis - Carro adaptado

Este automóvel foi concebido para pessoas em cadeira de rodas.
O Quovis foi construído para poder ser conduzido a partir da cadeira de rodas.
O utilizador não necessita sequer de se transferir para o banco do veículo.
A entrada é feita pela traseira, através de uma porta telecomandada que levanta totalmente, permitindo a entrada da cadeira de rodas.
A cadeira é fixada e fica totalmente imóvel, como se fizesse parte do carro.
O Quovis oferece ainda, aos utilizadores, um enorme leque de inovadores sistemas que permite equipar o carro com várias adaptações para uma fácil condução.
Nós não vendemos o produto apenas o divulgamos
Superfour - Cadeira de rodas quatro vezes quatro

A cadeira de rodas Superfour tem toda a tecnologia que permite ultrapassar obstáculos com independência e assim enfrentar novos desafios.
A Superfour está integrada com tecnologia vanguardista para que todos os cidadãos com mobilidade reduzida possam percorrer montes e montanhas em plena independência.
Com o seu motor híbrido e gerador para os quatro motores da bucha em cada uma das rodas e ainda com diferencial electrónico para uma óptima tracção.
Esta cadeira de rodas, de tracção às quatro rodas, oferece uma autonomia de até 200 quilómetros ; pode percorrer uma inclinação 40%; A suspensão independente às suas rodas oferece 130 milímetros da rota em cada roda deste modo o utilizador poderá superar obstáculos muito elevados e impossíveis de transpor por uma cadeira de rodas normal.
Com este equipamento vanguardista, um cidadão que tenha um grau de mobilidade extremamente reduzido pode deslocar-se para locais anteriormente inultrapassáveis.
Nós não vendemos o produto apenas o divulgamos
Carony - Banco de carro rotativo

Banco de carro rotativo que facilita o acesso ao interior do habitáculo de um carro de uma pessoa com mobilidade reduzida permitindo assim o transporte em condições de comodidade e segurança.
Esta pode ser a solução perfeita para uma boa transferência porque o banco do automóvel roda para o exterior e assim aumenta o espaço de mudança e permite ainda a ajuda de terceiros.
Este tipo de bancos podem ser utilizados tanto para o banco do condutor como para o banco do passageiro conforme a devida autorização tenha sido aprovada.
Nós não vendemos o produto apenas o divulgamos
Nota : Não podemos esquecer o papel das instituições/associações no apoio aos cidadãos com necessidades especiais que na maioria das vezes os apoia com todos os meios que têm. No entanto, muitas vezes debatem-se com problemas económico/financeiros que os impossibilitam de satisfazer as necessidades dos cidadãos com mobilidade reduzida. Pelo que o Estado deveria ter aqui um papel mais interventivo proporcionando mais meios tanto de viaturas como de recursos humanos, de forma a proporcionar uma vida condigna a estes cidadãos com problemas de mobilidade.
Para as pessoas com limitações motoras o recurso às associações muitas vezes é a última hipótese que lhes resta para as suas deslocações. Pois parar é morrer!
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